segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Será?Um ano sabático para Fernando Alonso...

Pode parecer chocante - certa figura política diria "ESTARRE-CEDOOOOOR - que o melhor piloto em atividade, possivelmente o melhor piloto de sua geração possa ficar fora da próxima temporada da Formula 1. O mundo do automobilismo aguarda com ansiedade a confirmação da saída de Alonso da Ferrari e de Vettel como seu substituto.
Após carregar a Scuderia italiana nas costas por tantas temporadas, o espanhol aparentemente foi demitido, depois de constantes reclamações e muitas exigências. Vale dizer que Fernando, com um carro muito inferior, foi o único a ameaçar o domínio da Red Bull nas últimas temporadas. Cansado, Alonso quer ser campeão do mundo mais uma vez e percebeu que a Ferrari não pode oferecer um carro competitivo. As coisas em Maranello não estão boas.
Ora, buscando um carro que dê chances de ser campeão, Fernando Alonso mira uma vaga na Mercedes, mais especificamente a vaga de Hamilton. Contudo, esse cenário só é possível em 2016. Por isso, a cada dia cresce a possibilidade de Alonso tirar um ano sabático em 2015. Será?
O caminho já foi trilhado uma vez, em condições parecidas: Alain Prost, após ser demitido da Ferrari por criticar o carro, deixou de correr a temporada de 1992 e o resto é história: Prost retornou em 93 pra conquistar mais um título mundial. Uma decisão difícil, porém poderá salvar a carreira de Alonso, podendo retornar em condições melhores. Terá um ano para descansar, ou fazer o que achar melhor, sem a pressão e a cobrança por ser o melhor piloto do grid e não conseguir vitórias...#ALONSOTRI.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

"Efeito Russomano": PT e PSDB contra Biorana ou "Todos contra o PT"?

PT e PSDB governam o Brasil desde 1994. Nos últimos 20 anos foram os partidos favoritos das eleições presidenciais. Em 2014, contudo, a polarização parece ter chegado ao fim por conta da incompetência e da falta de contato e compromisso com as necessidades da população.

Desde que saiu do governo, o PSDB não conta com um discurso sólido ou uma liderança sólida que se aproxime do povo. O partido não sabe fazer oposição e acaba perdido em lutas internas.Não há canais de comunicação com a sociedade, suas lideranças não empolgam e suas campanhas não atingem o cidadão comum. Em 2002, 2006 e 2010 o PSDB ficou com o histórico percentual de eleitores que não votam no PT (aprox. 30%) e aqueles que procuram uma opção mais conservadora (moralmente) e liberal (economicamente). O partido, contudo, parece ter vergonha de seus eleitores

Como governo, o PT mostrou sua incompetência e despreparo. Loteou e vendeu cargos públicos em troca de apoio no Congresso, não investiu em infra-estrutura, inflou o Estado, teve o mais alto índice de corrupção, deixou a segurança pública de lado e conduziu a economia a um cenário desesperador, a ante-sala do colapso. O "Brasil Maravilha" foi desmascarado pelas manifestações de junho de 2013 e pelos indicadores econômicos e sociais. A proposta não convence mais. Aliás, mesmo como bloco político o PT parece fracassado. O PSB,ainda quando comandado por Campos, deixou a base; o PMDB quer sempre mais e a própria bancada do PT está desiludida.

Nesse cenário, a BIORANA, profetisa da "Nova Política" e do "Novo Mundo" , quer engolir os monstros que desunem o Brasil para conquistar o Planalto - e, quem sabe, o Universo. Com a morte de Eduardo Campos, a nossa viúva dos seringais tornou-se favorita nas eleições de outubro. Encarnou em sua pouca carne ( "magrinha", by Eduardo Jorge) o espírito das ruas, dos protestos do ano passado, daqueles que cansaram da política, de "tudo isso que ta aí", da polarização...etc.

O cenário eleitoral é o mais imprevisível desde o processo de redemocratização pós-ditadura. A candidata da Rede - hoje no PSB- é tida como a grande surpresa e a grande favorita. Suas mãos irão tirar o PT do poder, dizem. Para o primeiro turno, no Sul e no Sudeste sua candidatura ganhou domina as pesquisas e num eventual segundo turno, vence o PT.

Cheguei a acreditar numa vitória de Biorana ainda no 1º turno, caso mantivesse o ritmo de crescimento nas pesquisas. Depois das pesquisas divulgadas ontem, em que o PT recupera alguns pontos percentuais, mudei de ideia. Algo me diz que o Partido dos Trabalhadores irá conseguir mais quatro anos na Presidência da República. A máquina de destruir reputações fará de tudo. Pelegos são sempre pelegos, gravitando ao redor das tetas da República ( perdoem-se o termo).

A força do PT em desconstruir adversários é conhecida. Cito o exemplo de Russomano. Ele era o grande fenômeno eleitoral em 2012. Duas semanas antes das eleições, tinha o dobro de votos do segundo colocado nas pesquisas para a Prefeitura de São Paulo. PT e PSDB entraram em cena e demoliram Russomano, que terminou a disputa em terceiro.

Porém, sabemos que uma eleição nacional tem mais variáveis do que uma municipal. Russomano não tinha o traquejo político de Biorana e nem sua aura mitológica. Hoje, as condições favorecem a candidata do PSB. Nada parece conseguir contê-la.


Russomano foi demolido em 15 dias
Resta saber se a máquina do PT conseguirá desconstruir Biorana, mostrando suas fraquezas. Resta saber se o PSDB vai conseguir empolgar alguém ou se até o neto de Tancredo votará contra o partido... Resta saber se nossa mítica Biorana será sucessora do mítico Lula.


Observações: 
  1. Esse blog é livre! Não somos pelegos!
  2. Não declaramos voto!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Viver a Fé segundo o Concílio

O tema foi alvo de muitas reflexões recentemente. A oportuna ocasião do Ano da Fé, no cinquentenário de abertura do Concílio Vaticano, colocou em evidência o assunto. Diversos encontros e documentos (com destaque para a Porta Fidei e a Lumen Fidei) refletiram sobre o dom da fé, priorizando um aspecto fundamental o "ato de fé" o "ato de crer".
O foco foi definido na luminosa Carta Apostólica Porta Fidei ( "Porta da Fé"), proclamação do ano da Fé. Ali, Bento XVI enfatizou a necessidade de reavivar a alegria do encontro com Cristo numa sociedade em que os valores cristãos estão ameaçados, esquecidos ou colocados em segundo plano. "Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária", diz o Santo Padre.
A destruição do um "tecido cultural unitário" em que a fé é pressuposta, a ruína da civilização ocidental identificada com a civilização cristã, leva o anúncio do Evangelho a novos desafios, novas situações. Não podemos abordar temas pressupondo a fé em nossos interlocutores ( esse aspecto merece horas de conversa). A partir disso, é proposto no Ano da Fé um Sínodo sobre a Nova Evangelização.
As duas metas do Ano da Fé – refletir sobre o “ato de crer” e sobre a evangelização- são balizadas pelo Concílio Vaticano II e pelo Catecismo da Igreja Católica. E aqui podemos entender que a proposta do Ano da Fé foi redescobrir a alegria da Fé e vivê-la segundo o Concílio Vaticano II.
E o que é a Fé e o que significa vivê-la segundo o Concílio Vaticano II? Retiro duas esclarecedoras respostas de uma catequese do Papa JoãoPaulo I:
I.                   Referindo-se implicitamente a dois conceitos teológicos ( fides qua e fides quae) diz o Papa que a Fé “ não se trata unicamente de crer nas coisas que Deus revelou mas n'Ele, que merece a nossa fé, que tanto nos amou e tanto fez por amor de nós”.

II.                João Paulo I explica palavras de João XXIII: “Eu estava presente quando o Papa João abriu o Concilio a 11 de Outubro de 1962. A certa altura disse: Esperamos que, devido ao Concílio, a Igreja dê um salto para diante. Todos esperámos; mas salto para frente, para qual estrada? Explicou-o logo a seguir: sobre as verdades certas e imutáveis. Não pensou sequer que fossem as verdades a caminhar, a andar para frente, e depois pouco a pouco a ir mudando. As verdades são aquelas determinadas; nós devemos andar pela estrada dessas verdades — compreendendo-as embora cada vez mais, atualizando-nos, propondo-as de forma que se adapte aos novos tempos.